A B3 reportou lucro forte, porém esperado, neste primeiro trimestre de 2020 (1T20). O lucro recorrente veio em linha com o consenso em R$ 1,2 bilhão (vs. R$ 737 milhões no 1T19), impulsionado pelo aumento de 38% nas receitas para R$ 1,9 bilhão e pelo inesperado controle nos custos, que caíram 10% anualmente para R$ 598 milhões. Por outro lado, o resultado financeiro desapontou vindo negativo em R$ 112 milhões (vs. +R$ 21 milhões no 1T19). Destacamos também que a B3 reiterou 3 dos 4 itens de seu guidance alterou a quarta devido a mudanças de reclassificação. Por fim, reiteramos nossa recomendação neutra e preço-alvo de R$ 44,00 para a bolsa, uma vez que acreditamos que parte do volume já esteja precificado e B3 negocia a múltiplos altos.
Volumes insustentáveis, mas credibilidade elevada. Apesar de abril ter demonstrado volumes fortes, acreditamos que esta realidade não seja sustentável no curto prazo. Porém destacamos que a infraestrutura de mercado financeiro da B3 conseguiu atravessar este período de alta volatilidade processando volumes, garantindo contra-parte e sem problemas identificados de manipulação de preço e sai dessa crise com a credibilidade elevada.
Highlights
- ADTV. Evolução de 72% no volume negociado de ações à vista para R$ 28 bilhões, impulsionado pela alta volatilidade de fevereiro e março.
- Resultado Financeiro. Resultado financeiro veio negativa em R$ 112 milhões (vs. +R$ 21 no 1T19), afetado pela desvalorização do real o que acarretou em perdas cambiais (negativo em R$ 157 milhões no trimestre vs. negativo R$ 5 milhões no 1T19).
- Podcast B3. Pela primeira vez, a B3 também disponibilizou um podcast onde seu CFO (Daniel Sonder) e IRO (Marcela Bretas) comentam o resultado da bolsa.